Política dá o tom ao 19º Festival Internacional de Curtas de São Paulo

UOL Cinema, 20/08/2008

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A despeito do início da propaganda eleitoral em todo o país, a política dá o tom ao 19º Festival Internacional de Curtas de São Paulo, que começa para o público na sexta (22) e segue até o dia 29 em várias salas da capital. Sob a bandeira "Política Viva", o festival reuniu programas com destaques nacionais e internacionais e preparou mostras com recortes específicos sobre o tema.

A programação completa traz 381 filmes de 54 países - incluindo nessa conta os 81 filmes da Mostra Brasil e do recém-criado Panorama Paulista. O site "Porta-Curtas" dividiu em três seleções 29 títulos nacionais de seu acervo que fazem parte do programa do festival. Você pode conferir aqui a Seleção 1, a Seleção 2 e a Seleção 3. 

"Política não é ruim, é boa", disse Zita Carvalhosa, que recebeu UOL Cinema em seu escritório em Pinheiros para uma entrevista exclusiva. "Precisamos tirar esse carimbo de coisa ruim da política." Criadora e principal força motriz do festival, Zita conta que uma de suas indagações quando começou a pensar no "foco" da edição deste ano foi: "O que o jovem de hoje sabe sobre maio de 1968?".

Foi pensando nisso e nas comemorações dos quarenta anos da revolta estudantil na França que a criadora e diretora do Festival de Curtas apostou no tema. Ao assistir ao curta-metragem documental "Procura-se", de Rica Saito, no Festival Internacional de Documentários - É Tudo Verdade, ela viu no posicionamento dos jovens e em sua disposição uma oportunidade. O filme de Saito examina o séqüito que se formou em torno da figura de Mario Rocha, músico pop do período tropicalista. Para divulgar suas músicas, armava "happenings" na rua, que eram filmados em Super-8 pelo amigo Hélvio Bastos.

SUBMARINO VERMELHO
O mesmo núcleo criativo estava na Virada Cultural para registrar atividades da Associação Cultural Kinoforum, que promove projeções, oficinas e outras atividades em comunidades carentes. "Eu via que tinha um brilho nos olhos deles", insiste Zita. Resultado: convidados a participarem do festival, Saito e seus colegas - um grupo formado por estudantes de cinema e de artes plásticas na faixa dos 20 anos - fundaram um coletivo, o Submarino Vermelho, para montar seis programas inspirados no tema.

Reunidos sob o título "Carta Branca ao Submarino Vermelho", esses programas têm como inspiração slogans e pichações que eram gritados ou podiam ser lidos nos muros da Paris de 1968. Trazem ligações entre filmes inéditos como "Liberdade de Imprensa", de João Batista de Andrade, e velhos conhecidos dos cinéfilos, como o irônico "Maranhão 66", de Glauber Rocha.

Abrigo das principais atrações do festival, os programas nacional e internacional bateram mais uma vez recorde de inscrições, o que levou a novas mudanças na programação. Foram recebidas 850 inscrições de filmes brasileiros e 1750 de estrangeiros. "Essa oferta tão grande me leva a pensar que uma das profissões que ganharão destaque no audiovisual será a de programador", avalia Zita. "Com tantos filmes, o que vai ser valorizado é a seleção, o recorte que pode ser dado."

PANORAMA PAULISTA
No caso dos filmes brasileiros, uma importante mudança foi a criação do "Panorama Paulista", que reúne 26 produções de São Paulo. O "recorte" aqui, segundo Zita, baseia-se numa característica muito particular da produção paulistana, os núcleos criativos representados por produtoras, grupos e coletivos. Entre os destaques, estão "Relicário", de Rafael Gomes, parceiro de Esmir Filho no hit do You Tube "Tapa na Pantera", "Ópera do Mallandro", de André Moraes, com Lázaro Ramos, Wagner Moura e Luciano Szafir, e "Batalha, a Guerra do Vinil", com participação do rapper Thaíde.

A "Mostra Internacional", com 64 filmes de 36 países, tem como destaque (como já se tornou tradição) os premiados nos principais festivais de cinema e também nos certames dedicados ao formato curta. O filme romeno "Megatron", de Maria Crisan, foi o premiado na categoria em Cannes, confirmando uma tendência do festival. Também da Romênia, "Um Bom Dia Para Nadar", de Bogdan Mustata, foi o vencedor do Urso de Ouro em fevereiro. Produção alemã e suíça, "Na Linha", de Reto Caffi, recebeu o Grande Prêmio do festival francês de Clermont-Ferrand, o mais importante dedicado ao formato.


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